AS PLACAS ESTÃO ANUNCIANDO QUE SEU IMÓVEL ESTÁ ENCALHADO


Não há dúvida que a placa é um meio de venda muito eficiente. Normalmente a primeira providência do interessado é circular pelos locais de sua preferência, e ao ver uma placa, já tem perfeita noção de localização e fachada. Falta saber o preço e verificar o interior do imóvel.
Passado algum tempo, a placa começa a trabalhar contra o imóvel, porque dá a impressão que algo está errado com ele, por estar tanto tempo a venda.
Assim, o conveniente é manter uma placa durante um período de 60 dias e depois retirá-la.
Impensável, em qualquer caso, várias placas colocadas no imóvel, de imobiliárias diferentes.
A sensação que o interessado tem é que o imóvel está realmente encalhado, e se tiver interesse, certamente irá tratar o negócio como tal. Sem antes cercar-se de todas as informações e cuidados para “descobrir” o que há de errado no imóvel.
Uma negociação sempre difícil e fadada quase sempre ao fracasso.
Publicidade de jornal é cara e o custo de captação de clientes torna-se altíssimo.
Faz parte da estratégia de imobiliárias com uma multidão de corretores valer-se do recurso da placa para conseguir clientes de graça, ou quase.
Sem contar a promoção da marca, milhares ou centenas de mini-out doors promocionais.
Placas e plantões devem ser vistos com extremo cuidado por proprietários de casas e terrenos. Em um edifício, ela pode ser interpretada como o anúncio de uma entre as várias unidades do prédio.
Um meio eficiente de venda, que pode tornar-se um fato impeditivo ao correr do tempo.
A solução é simples. Está em desuso, contratar uma única empresa para prestar serviços. Na verdade, a culpa sequer é do proprietário, mas dos próprios corretores que o procuram dizendo “ter um cliente” com a finalidade única de cadastrar o imóvel.
Como quem vende, não está afeito a usos e costumes do mercado imobiliário considera lógico, que dez empresas devem ser mais eficientes que apenas uma. Um grande equívoco. Quando há muitas empresas oferecendo o mesmo imóvel, ninguém está trabalhando com a eficiência que deveria. E a venda torna-se mais lenta.
Para explicar melhor é importante saber que o provável interessado na aquisição de um imóvel age da mesma forma que todos nós.
Pesquisa as placas, recorta dos anúncios, consulta à internet, e ao procurar as empresas o mesmo imóvel é oferecido repetidamente.
A impressão que fica é a mesma da profusão de placas penduradas.
O que está errado? Está caro? tem algum defeito oculto? o proprietário está precisando de dinheiro? enfim, todos os caminhos conduzem a uma proposta de compra abaixo da expectativa do dono.
As vantagens de conceder exclusividade a uma empresa apenas são totais.
1) Se outra empresa ou corretor autônomo tiver mesmo um “interessado” basta ao dono encaminhá-lo a empresa detentora da exclusividade que jamais e negará a compartilhar a venda, condição inclusive prevista na própria tabela de comissões aprovada pelo CRECI-SP.
2) É fácil identificar quem visita o imóvel. Uma questão importante no item segurança, quando o imóvel é habitado. Difícil lembrar qual é a imobiliária, entre tantas, se existe mesmo, e não se trata de um marginal que mandou confeccionar um cartão e está acompanhado de um comparsa.
3) Quando só uma empresa trabalha, mesmo em casos de divisão de comissão, sempre um co-participante da detentora da exclusividade acompanhará o corretor, e o cliente. Não sem antes confirmar sua existência e avisar o proprietário.
4) Quando um imóvel é trabalhado com exclusividade, a empresa que a recebeu estabelece prioridade de atendimento e planejamento para venda, porque tem certeza de que não corre o risco do imóvel ter sido vendido, o preço alterado, ou um cliente mal intencionado ter ido procurar diretamente o dono para “economizar” a comissão.
5) Estatisticamente, 90 % dos imóveis com exclusividade são vendidos em 60 / 90 dias ou menos.
6) Uma empresa séria, não se compromete, nem aceita receber uma exclusividade de venda de um imóvel com preço acima do real. Talvez aí esteja a maior dificuldade.
7) Como a captação é grátis, a placa é grátis, e o cliente é grátis, e há centenas de imóveis a venda, aparece o corretor ou empresa ”boazinha” e “honesta” que superestima o valor do imóvel para obter a exclusividade, para, após algum tempo informar “que o mercado está difícil” e é necessário “rever” o preço. A placa, a captação, o plantão “serviram” para conseguir clientes e vender outros imóveis, entre as centenas disponíveis, sem placa ou plantão.
8) Infelizmente, como em todas as outras atividades, nem mais, nem menos, há bons e maus profissionais.
9) Eles sabem que a maioria dos proprietários faz raras transações durante toda a sua vida e não está afeito aos procedimentos e espertezas do mercado imobiliário.
10) Geralmente, para o proprietário, a maior avaliação é a melhor, mesmo que não haja qualquer justificativa para o preço “avaliado”.
Acredito sinceramente que qualquer pessoa que consiga atingir a condição de proprietário de um imóvel, com raríssimas exceções, faz parte de uma minoria esclarecida e vencedora.
Não custa nada, exigir, o termo correto é este mesmo, exigir, que a “avaliação” seja minuciosamente explicada e provada.
E não custa nada também, comparar as justificativas dos que propuseram preços diferentes para o imóvel.
Não basta a empresa ou o corretor ser conhecido. Em grandes empresas, com centenas de corretores, há uma heterogeneidade técnica imensa. Há profissionais excelentes, experientes, e há novatos até bem intencionados, mas sem uma noção clara de valor e de mercado.
E isto não ocorre só em grandes organizações, mas também com corretores autônomos.
Como a velocidade e qualidade da venda está diretamente ligada ao preço e a forma com que o imóvel será trabalhado, vale a pena ponderar um pouco mais. Palpites, informações de zeladores, vizinhos, preço de outro imóvel parecido que não foi vendido, não servem para alicerçar a decisão de fixação de valor.
Muitas vezes o imóvel representa o pecúlio de uma vida inteira. Sua venda merece total atenção.
Quando a venda prende-se a resolver problemas financeiros, uma avaliação errada, a maior, pode custar meses pagando juros.
Uma avaliação a menor pode ser considerada até criminosa pelos evidentes prejuízos causados pela indução a erro.
Assim, colocar a venda um imóvel exige cuidados, e entre eles está a escolha da empresa que deve receber a exclusividade da venda.
Não é difícil. Há muitas empresas em cada região qualificadas, e é simples informar-se a respeito delas e até o comportamento de seus representantes. Reflete o padrão da imobiliária.
POSTADO POR: Roberto Capuano

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