Renda para acesso ao programa Minha casa, minha vida cai

O Senado Federal aprovou, na noite da última terça-feira, o projeto que dita as regras do “Minha casa, minha vida 2“. Diante da expectativa de adequação da renda, a população ganhou um balde d?água fria. Em vez de elevá-la, assim como fez com o valor dos imóveis - que passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil -, o governo reduziu o teto de R$ 4.900 para R$ 4.650. Considerando os novos valores de renda e unidade, a entrada e as prestações do financiamento subiriam cerca de 31%. Quem, no entanto, poderia arcar com esse custo extra?

“Todos esperavam que a renda fosse adequada ao novo valor dos imóveis. Isso acaba reduzindo a amplitude do programa”, afirmou Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi Rio).

Com base no histórico do programa, é fácil notar que a maioria das unidades para famílias com renda superior a R$ 2.790 beirava o teto de R$ 130 mil. Agora, esse limite subiu e o número de unidades mais caras deve crescer.

O governo alega que o teto se manteve o mesmo e que o poder de atualizar a renda fica com o Executivo. À população, resta esperar a sanção ou o veto da presidente Dilma Rousseff para saber como ficará o sonho da casa própria.

por Maria Clara Serra | Fonte: Jornal Extra

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